Sobre
Como este guia é feito
O Guia Rápido reúne 1.401.913 comércios e serviços de 21 cidades. Nenhuma dessas fichas foi digitada à mão nem enviada por uma agência: todas nascem do cruzamento de bases públicas brasileiras. Esta página explica exatamente como — inclusive onde o método erra.
O problema que o guia resolve
Quem procura uma borracharia em Miracatu, um chaveiro em Juquitiba ou uma farmácia num bairro de Guarulhos costuma não encontrar. O comércio de rua brasileiro é majoritariamente invisível na internet: não tem site, muitas vezes não tem sequer uma página em rede social, e depende de quem passa em frente. Ao mesmo tempo, o Estado brasileiro sabe que ele existe — o recenseador passou na porta, e a empresa tem cadastro na Receita.
O guia junta essas duas metades. É por isso que ele consegue listar estabelecimentos que nenhum outro serviço lista.
De onde vêm os dados
Três fontes, todas públicas e todas com licença que permite uso comercial. Essa restrição é deliberada e nos custou cobertura: bases que proíbem uso comercial, ou que obrigam a redistribuir o acervo inteiro sob a mesma licença, ficaram de fora mesmo quando teriam ajudado.
- CNEFE — IBGE, Censo 2022. O cadastro de endereços do recenseamento. Diz onde há estabelecimento e onde há residência, com coordenada geográfica e, muitas vezes, o nome que estava na fachada. É a única fonte que enxerga o comércio sem presença digital nenhuma.
- CNPJ — Receita Federal, dados abertos. Razão social, nome fantasia, atividade econômica (CNAE), porte, opção pelo Simples, situação cadastral, endereço, telefone e e-mail declarados pela própria empresa.
- Overture Maps. Base aberta de pontos de interesse. Traz telefone, site e rede social de parte dos estabelecimentos — justamente o que o CNEFE não tem.
Como as fontes são cruzadas
Um endereço do Censo e um CNPJ da Receita não vêm com um identificador comum. Ligá-los é um problema de comparação: mesma rua escrita de dois jeitos, número com complemento, nome de fantasia que não é a razão social. O guia faz esse cruzamento município a município e registra, em cada ligação, por que acredita nela.
É isso que a ficha chama de evidência, e ela é publicada junto com o dado:
- Fachada e empresa batem — o nome registrado no Censo e o nome da empresa coincidem, e o endereço corrobora. É o nível mais forte.
- Nomes parecidos — a semelhança é alta e o endereço bate, mas a escrita difere o bastante para não afirmarmos com certeza.
- Só o endereço coincide — há uma empresa registrada naquele ponto, mas pode ser outra que dividiu o mesmo imóvel ao longo do tempo.
- Sem CNPJ localizado — o recenseador viu o estabelecimento e registrou o nome, e não achamos empresa correspondente. A ficha existe porque o comércio existe.
Onde o método erra
Publicar o nível de evidência só faz sentido se a gente também disser onde ele falha. Os limites conhecidos:
- O Censo é de 2022. Comércio que abriu depois só aparece se tiver CNPJ ou constar do Overture. Comércio que fechou pode permanecer até a próxima atualização das bases.
- Telefone pode estar velho. O número vem do que a empresa declarou à Receita ou do que consta no Overture, e ninguém é obrigado a manter isso em dia.
- Endereço com muitas empresas. Salas comerciais, galerias e escritórios de contabilidade concentram dezenas de CNPJs no mesmo número. Nesses casos, a ligação entre a ficha e a empresa é menos confiável — e a evidência publicada diz isso.
- Cobertura desigual. Município urbano e adensado casa melhor que município rural e disperso. Não prometemos uma taxa média de acerto para o guia inteiro, porque ela não descreveria nenhuma cidade em particular.
O que o dono do negócio pode fazer
Qualquer proprietário pode reivindicar a própria ficha gratuitamente e corrigir o que estiver errado. Quando o telefone ou o e-mail do cadastro coincidem com o que já consta na ficha — dado que a própria empresa publicou —, a liberação é imediata; nos demais casos há conferência manual.
Ficha corrigida pelo dono passa a valer sobre o dado das bases, e é marcada como confirmada. Pedidos de remoção seguem o que está na política de privacidade e são atendidos.
O conteúdo editorial
Além do acervo, o guia publica 95 textos originais sobre a história e as curiosidades das cidades da região — a origem dos nomes, o que a cidade come, o que existia ali antes. São escritos por nós, com fonte citada em cada afirmação e revisão contra o dicionário tupi de Eduardo Navarro nas etimologias.
Parte deles usa o próprio acervo como matéria-prima: quando um texto diz que uma cidade tem mais adega que padaria, esse número saiu de uma contagem no guia, e não de estimativa.
Privacidade
O guia lida com dados de empresas, e boa parte das empresas brasileiras é MEI ou profissional autônomo — casos em que o dado da empresa é também dado de uma pessoa. Por isso ficha em endereço residencial é publicada sem número, telefone compartilhado por muitas fichas não aparece, e a medição de audiência só é ativada com o consentimento do visitante. O detalhe está na política de privacidade.
Quem responde
O Guia Rápido é operado por Otto Digital Media, em São Paulo. Correção, remoção, imprensa, parceria ou qualquer outro assunto: fale com a gente.