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O que a cidade come · Juquitiba
Juquitiba é primeira em mercado e última em bar, pizzaria e adega — as quatro coisas ao mesmo tempo
São 16 mercearias em 1.330 comércios, a maior densidade do guia. E as menores taxas de bar, pizzaria e loja de bebida entre as vinte cidades. É o retrato de um lugar onde se compra e se cozinha, porque não há a outra opção.
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O que a cidade come · São Lourenço da Serra
São Lourenço da Serra não tem nenhum fornecedor de marmita — é a única cidade do guia com zero
Em 767 comércios, a menor cidade depois de Miracatu tem 18 restaurantes, 7 mercearias e nenhuma cozinha de marmita. A ausência é o dado: onde não há fábrica com turno, esse comércio simplesmente não nasce.
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O que a cidade come · Itapecerica da Serra
Itapecerica tem a maior densidade de pizzaria do guia e a menor de padaria — 50 contra 14
São 8,4 pizzarias por mil estabelecimentos, primeiro lugar entre as vinte cidades, e 2,4 padarias por mil, último lugar. A mesma cidade nos dois extremos, e a explicação está em quem entrega e quem espera ser procurado.
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O que a cidade come · Miracatu
Miracatu tem sete açougues em 752 comércios — a maior densidade do guia, e o motivo não é gastronômico
A menor cidade do acervo lidera em açougue, mercado e hortifrúti por comércio. É o que acontece onde não há rede de supermercado: quem quer carne compra no açougue, porque não existe a outra opção.
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O que a cidade come · Barueri
Barueri tem 37 mil comércios e a menor densidade de padaria, açougue e pizzaria do guia — as três ao mesmo tempo
É o segundo maior acervo entre as vinte cidades e fica em último lugar nos três indicadores de comércio de bairro. Não é falta de comida: é que o que está registrado em Barueri não é loja de rua, é empresa.
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O que a cidade come · Carapicuíba
Carapicuíba tem mais loja de bebida que padaria — 143 contra 62, a maior densidade de adega do guia
São 10,1 comércios de bebida por mil estabelecimentos, à frente de todas as vinte cidades e quase três vezes a taxa de Santo André. E em nenhuma outra cidade a adega supera a padaria por essa margem.
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O que a cidade come · Osasco
Osasco tem 582 lanchonetes e 366 bares — a cidade que come de pé e bebe na esquina
É a maior densidade de lanchonete entre as cidades grandes do guia, 15,4 por mil, e a segunda maior de bar. Numa cidade onde 728 mil pessoas entram e saem todo dia, a comida virou coisa de balcão.
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O que a cidade come · Diadema
Diadema tem a maior densidade de fornecedor de marmita do guia — e é a cidade mais industrial dele
São 120 empresas de fornecimento de alimentos preparados em 17.503 estabelecimentos, 6,9 por mil, a maior taxa entre as vinte. Não é coincidência: é o comércio que nasce onde a fábrica trabalha em turno.
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O que a cidade come · Mauá
Mauá tem mais bar por comércio que qualquer cidade deste guia — e o menor número de restaurante japonês
São 155 bares em 15.170 estabelecimentos, a maior densidade entre as vinte. E só 9 restaurantes japoneses, a menor. Os dois extremos na mesma cidade contam a mesma história sobre para quem o comércio dali foi feito.
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O que a cidade come · Santo André
Santo André não lidera nada e não fica em último em nada — é a cidade mais equilibrada do guia
Em nove categorias de comércio de comida, o segundo maior acervo das vinte fica sempre no meio da tabela. Não é falta de personalidade: é o que acontece com uma cidade que teve tempo de virar todas as coisas ao mesmo tempo.
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O que a cidade come · Suzano
Suzano tem mais padaria por comércio que qualquer cidade deste guia — 86 delas, uma a cada 174 estabelecimentos
Contamos padaria por padaria nas vinte cidades, usando o CNAE da Receita. Suzano lidera com folga. E o segundo lugar, Itaquá, fica na mesma faixa do Alto Tietê — o que faz do padrão uma coisa regional, não municipal.
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O que a cidade come · Itaquaquecetuba
Itaquá tem 101 pizzarias e 99 bares — e é a cidade que mais come em casa, entre as vinte
Padaria, açougue, pizzaria, bar e mercado: Itaquaquecetuba aparece no topo dos cinco indicadores de comércio de bairro ao mesmo tempo. É o retrato de uma cidade que resolve tudo a pé, sem sair do quarteirão.
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O que a cidade come · Mogi das Cruzes
A cidade que alimenta São Paulo há quatro séculos tem a menor densidade de açougue do guia
Mogi das Cruzes é a capital das orquídeas, produz caqui e abastece a região desde o período colonial. E tem 2,0 açougues por mil estabelecimentos, o último lugar entre as vinte cidades. A explicação não é falta de carne.
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O que a cidade come · Guarulhos
Guarulhos tem 435 pizzarias, 530 bares e 246 padarias — os maiores números do guia, e nenhum recorde
A segunda cidade do estado lidera em quantidade absoluta em quase tudo que se come. Mas quando se divide pelo tamanho, ela cai para o meio da tabela. É o que acontece quando uma cidade é grande demais para ter um perfil só.
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O que a cidade come · São Paulo
São Paulo entrou no guia com 1 milhão de comércios — e tem menos padaria por comércio que as vinte cidades em volta
A capital sozinha vale duas vezes e meia as vinte cidades da região somadas. Mas em padaria, adega e marmita por mil estabelecimentos, ela perde para a média das vizinhas. O centro não é onde está a maior densidade de comércio de rotina.
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O bairro · Juquitiba
Juquitiba batiza seus bairros com sobrenome no plural — Barnabés, Britos, Justos, Ritas, Camargos
O distrito de Barnabés foi criado em 1996 e é o mais novo deste guia. Mas o nome segue a regra da cidade inteira: bairro se chama como a família que morava ali. E um deles guarda um sobrenome alemão traduzido.
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O que só existe aqui · Juquitiba
O rafting no Brasil começou em Juquitiba — num sítio, no início dos anos 1990
A cidade é considerada o berço do esporte no país, e o percurso do Rio Juquiá é o roteiro mais tradicional que existe. Tudo isso a 70 km da Praça da Sé, dentro da maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil.
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Como era antes · Juquitiba
Juquitiba se chamava Capela Nova de Bela Vista do Juquiá — e o fundador dava o lote e a madeira da casa
Manoel Jesuíno Godinho e Francisca Maria da Penha doaram dois alqueires para a capela, ofereceram lotes de graça a quem quisesse ficar e ainda forneciam a madeira para construir. O distrito só veio em dezembro de 1907.
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O bairro · São Lourenço da Serra
São Lourenço da Serra nasceu na Aldeinha — que hoje tem 2 comércios entre os 579 da cidade
Dois caçadores chegaram no século XIX e acharam uma capela numa aldeia abandonada por causa da febre do ouro. Resolveram ficar. O lugar virou "Vilarejo dos Borbas", depois cidade — e o ponto de origem esvaziou.
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Como era antes · São Lourenço da Serra
Antes das pousadas, São Lourenço vivia de carvão — e o mesmo acontecia em Suzano, do outro lado da região
Os dois caçadores que fundaram a cidade plantaram milho, feijão, cana e mandioca, criaram gado e porco, e depois desenvolveram a produção e o comércio do carvão. Era a economia de quem tinha mata e nenhuma estrada.
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O que só existe aqui · São Lourenço da Serra
A cidade mais nova do guia é feita de pedaços de três vizinhas — e quase toda coberta de mata
São Lourenço da Serra foi criada em 1953 com território tirado de Itapecerica, Embu-Guaçu e Juquitiba. Tem o menor acervo comercial das vinte cidades — e mais de 90% dele atende por telefone.
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O que só existe aqui · Itapecerica da Serra
Itapecerica recebeu em 1827 uma colônia de alemães trazidos ao Brasil sob promessas falsas
D. Pedro I mandou um major recrutar soldados na Europa. Ele prometeu riquezas, altos cargos e terras próprias. Muitas promessas não foram cumpridas — e as famílias acabaram numa colônia agrícola no sudoeste paulista.
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Como era antes · Itapecerica da Serra
Itapecerica perdeu cinco pedaços em 32 anos — e hoje as filhas somam quatro vezes e meia o comércio da mãe
O território original ia de Taboão da Serra a São Lourenço. Duas leis estaduais, em 1959 e 1964, levaram quatro municípios de uma vez. O quinto saiu em 1991. Sobrou a cidade menor de todas.
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O bairro · Itapecerica da Serra
Existe uma abadia beneditina com monjas de clausura num bairro rural de Itapecerica — e ela dá nome a uma estrada
Potuverá tem mais estradas que ruas, quase todas com sobrenome de família, e duas com nome japonês. Numa delas fica a Abadia Nossa Senhora da Paz, fundada em 1974, onde se fazem cerâmica, licor e trufas.
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Como era antes · Ibiúna
Em 1903 havia uma fazenda com duas quedas d'água em Ibiúna — uma de 18 e outra de 56 metros
A Light comprou aquilo, represou o canyon do rio Sorocaba e inaugurou a usina em 26 de maio de 1914, em plena crise de energia em São Paulo. O lago cobriu o que havia embaixo e desenhou a paisagem que Ibiúna vende hoje.
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O bairro · Ibiúna
Paruru é distrito de Ibiúna há mais de sessenta anos — e existem duas datas diferentes para isso
Uma fonte diz 1959, a memória local diz 1963. O bairro tem 44 comércios e é o terceiro de Ibiúna, com mercados em primeiro lugar. E a explicação para o nome vem de um passarinho — mas não é etimologia, é lembrança.
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O que só existe aqui · Miracatu
A banana do Vale do Ribeira ganhou selo de origem — e Miracatu é um dos 13 municípios
São 850 mil toneladas por ano, quase 80% da produção paulista, e cerca de 50 mil empregos. A Indicação Geográfica coloca a região no mesmo tipo de proteção que o champanhe francês.
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O bairro · Miracatu
O Centro de Miracatu era a praia onde os canoeiros paravam para almoçar
Um francês comprou a sesmaria em 1847 por um milhão de réis e construiu um sobrado de 12 janelas. A cidade nasceu ali, chamou-se Prainha por quase um século e hoje tem 161 comércios no mesmo lugar.
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Como era antes · Miracatu
Miracatu teve trem de 1915 a 1997 — e o expresso de luxo que passava por lá se chamava Ouro Branco
A linha Santos–Juquiá tinha 223,6 km e treze estações. Nos anos 1940 e 1950 corria ali um trem de luxo ligando a capital a Peruíbe. Em 1997 o passageiro acabou; em 2003, tudo. Sobrou um bairro chamado Estação, com dez comércios.
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O bairro · Taboão da Serra
A rua mais comercial da Cidade Intercap se chama Avenida São Paulo — e isso explica Taboão inteira
O bairro é cortado pela Régis Bittencourt e tem 251 comércios. O maior eixo deles leva o nome da capital, e a segunda categoria do bairro é oficina de carro. Nenhuma das duas coisas é coincidência.
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O que só existe aqui · Taboão da Serra
A maior avenida de Taboão foi aberta na mão por um japonês que fugiu do trabalho escravo no café
Kizaemon Takeuti chegou a Santos aos 20 anos, recusou a lavoura e foi plantar batata no Pirajuçara. Ele e os companheiros derrubaram árvores e carregaram terra para abrir a via que hoje é o principal corredor da cidade.
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Como era antes · Taboão da Serra
Taboão da Serra trocou de município quatro vezes antes de existir — e nasceu no mesmo decreto que criou Osasco
Foi bairro de Santo Amaro até 1935, depois bairro do Embu, depois distrito de Itapecerica em 1953. Em 31 de dezembro de 1958 o estado desmembrou a comarca inteira e criou dois municípios de uma vez.
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Como era antes · Embu das Artes
Embu ficou duzentos anos parada — entre a expulsão dos jesuítas, em 1760, e o tombamento do século XX
A aldeia é de 1554. A fazenda foi doada aos jesuítas em 1624. Em 1690 o padre Belchior de Pontes mudou o núcleo de lugar e começou a igreja. Aí a Coroa expulsou os jesuítas e a cidade entrou em retração por dois séculos.
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O que só existe aqui · Embu das Artes
A feira de Embu nasceu de gente expulsa de uma praça — e virou patrimônio do estado
Em 1969, um escultor convenceu os artesãos da Praça da República a mudar de cidade. Cinquenta e dois anos depois, a Assembleia Legislativa transformou aquilo em patrimônio cultural imaterial de São Paulo.
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O bairro · Embu das Artes
O maior bairro de Embu das Artes não tem nada a ver com arte — e faz divisa com o Capão Redondo
Enquanto o Largo dos Jesuítas recebe turista, o Jardim Santo Eduardo concentra 284 comércios ao longo de uma única estrada que leva a São Paulo. É a segunda maior concentração da cidade, atrás só do Centro.
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Como era antes · Embu-Guaçu
Embu-Guaçu teve trem para Santos por 63 anos — e ainda existe um bairro chamado Estação de Trem
A estação foi inaugurada em 5 de abril de 1934, no ramal Mairinque–Santos da Sorocabana. O último trem de passageiros passou em novembro de 1997. Restou o nome no cadastro de endereços, com dois comércios.
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O bairro · Embu-Guaçu
Embu-Guaçu começou com o dote de casamento de uma menina de 16 anos — e a casa dela virou museu
Em 21 de setembro de 1867, Emília Pedrozo de Moraes recebeu do pai as terras da Fazenda da Ilha ao se casar. O bairro que leva esse nome existe até hoje, tem 41 comércios e todos os 41 têm telefone.
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O que só existe aqui · Embu-Guaçu
A represa que dá água a 4 milhões de paulistanos começou em 1906 — e Embu-Guaçu paga a conta até hoje
A Guarapiranga foi construída pela Companhia Light, e seus principais tributários são os rios Embu-Guaçu e Embu-mirim. Em troca, a cidade virou área de manancial e não pode crescer como as vizinhas.
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O que só existe aqui · Cotia
83 produtores de batata fundaram em Cotia a maior cooperativa da América Latina — e ela acabou num único dia
Em 1927 eram 83 agricultores japoneses num bairro rural. Em 1987 eram 15 mil cooperados em 15 estados, faturando US$ 760 milhões. Em 30 de setembro de 1994, tudo terminou.
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Como era antes · Cotia
Cotia começou por volta de 1700 como pouso de tropeiro — no caminho que trazia mulas do Rio Grande do Sul
Quem descia de Viamão com tropa de muares passava por Curitiba, Sorocaba e São Paulo. Cotia era parada obrigatória para descansar e comer. E a cidade se chamava Acutia quando virou vila, em 1856.
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O bairro · Cotia
A Granja Viana existe porque um homem gostava de gado leiteiro — e o irmão importou vacas da Holanda
Nos anos 1930 a família Vianna comprou terras nos quilômetros 23 e 24 da Raposo. Genuíno era apaixonado por gado; Niso pagou a conta. A granja de leite deu nome ao lugar, e o nome sobreviveu à granja.
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O que só existe aqui · Barueri
O projeto de Alphaville foi vetado pelo prefeito — e o plano B virou o maior polo de serviços do estado
Em 1973, dois engenheiros compraram 4,9 milhões de m² em Barueri para fazer um bairro residencial. A prefeitura barrou. O que eles fizeram em seguida mudou a economia da cidade para sempre.
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Como era antes · Barueri
Barueri teve estação de trem 98 anos antes de ter Alphaville — e a estação levava o nome de uma aldeia
A Sorocabana chegou em 1875 e transformou Barueri em entreposto de carga, quando o lugar ainda era distrito de Santana de Parnaíba. A estação foi batizada com o nome do aldeamento indígena que ficava a 2 km dali.
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O bairro · Barueri
Em Barueri existe um bairro onde quase todas as ruas têm nome de mulher — conferimos uma a uma
Parque dos Camargos tem Aline, Amélia, Ana, Andrea, Áurea, Carolina, Célia, Cilene, Denise, Dirce, Dora... Fomos ao cadastro de logradouros e checamos 40 nomes. Trinta e nove são femininos.
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Como era antes · Carapicuíba
Carapicuíba e Barueri foram a mesma cidade até 1965 — hoje uma tem quase o dobro do comércio da outra
Em 1948 Carapicuíba virou distrito do recém-criado município de Barueri. Levou dezesseis anos de movimento emancipacionista para se separar. Seis décadas depois, o acervo mostra o tamanho da distância que as duas tomaram.
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O bairro · Carapicuíba
O terceiro maior bairro de Carapicuíba tem um nome que ninguém consegue explicar
Cidade Ariston Estela Azevedo concentra 541 comércios e é o bairro de nome mais comprido da cidade. Procuramos a origem do nome em fontes documentais e não achamos. Este texto é sobre a lacuna.
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O bairro · Osasco
A primeira casa do KM 18 foi construída por um italiano que chegou em 1912 — e o bairro tem nome de marco de trilho
O bairro nasceu colado ao quilômetro dezoito da Estrada de Ferro Sorocabana. A parada se chamava "Paradinha" e ficava em frente à Cimaf. Hoje é o quarto maior centro comercial de Osasco.
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O que só existe aqui · Osasco
A Osasco italiana tem 1.125 habitantes — e é cidade-irmã da nossa, que tem 700 mil
Existe uma Osasco no Piemonte, a 37 km de Turim. É de lá que veio Antonio Agù, aos 13 anos. As duas cidades assinaram um acordo de irmandade, e a diferença de tamanho entre elas é de seiscentas vezes.
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Como era antes · Osasco
Osasco comemora a emancipação em 1962 — mas o decreto que criou a cidade é de 1958
Foram dois plebiscitos, um perdido por cem votos e outro com 30% de comparecimento e defunto votando. Antes disso, 80 mil moradores pagavam 4 milhões de cruzeiros de imposto e tinham uma escola pública.
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O que só existe aqui · Diadema
Diadema elegeu o primeiro prefeito do PT no Brasil — um ferramenteiro, com 23.310 votos
Em 1982, na primeira eleição que o partido disputou, Gilson Menezes venceu em Diadema. A gestão dele virou laboratório do orçamento participativo, três anos antes de Fortaleza e seis antes de Porto Alegre.
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O bairro · Diadema
Piraporinha não vem de "peixe pulando" — vem das romarias a Bom Jesus de Pirapora
O bairro mais antigo de Diadema já se chamou Pinhauva, Cavalheiro e Quatro Encruzilhada. E o nome atual, segundo a prefeitura, nasceu de uma devoção religiosa — não de uma descrição do rio.
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Como era antes · Diadema
A Via Anchieta passou por Diadema em 1947 — o distrito só foi criado 20 meses depois, e a cidade em 1953
A rodovia chegou primeiro. Enquanto São Bernardo recebia as multinacionais na beira da pista, Diadema recebeu as pequenas e médias que fabricavam peça para elas. Hoje é a cidade mais industrial deste guia.
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O bairro · Mauá
O maior bairro de Mauá tem nome da mãe do loteador — e ele doava tijolo para quem comprasse lote
Chafik Mansur Sadek batizou o loteamento com o nome de Zaira, sua mãe. Para atrair moradores, dava telha, porta e janela. Hoje são 100 mil pessoas em 5 km², 22% da população da cidade.
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Como era antes · Mauá
Em 1954 Mauá trocou de matéria-prima — saiu do barro branco e entrou no petróleo, no mesmo ano em que virou cidade
O solo do Pilar era rico em argila branca, e por isso a cidade fez louça. Aí veio a refinaria, com a maior capacidade do Brasil, exatamente quando o distrito se separava de Santo André. Setenta anos depois, o número ainda mostra.
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O bairro · Santo André
O Campestre foi feito para os funcionários graduados das fábricas — e os dados ainda mostram isso
O bairro de Santo André nasceu de um campo, para receber os trabalhadores de cargo mais alto da indústria do ABC. Noventa anos depois, saúde aparece entre as quatro maiores categorias comerciais dele.
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Como era antes · Santo André
Antes de 1974, o trem descia a Serra do Mar preso a um cabo de aço — e o vilarejo que operava isso tem hoje 48 comércios
O sistema funicular de Paranapiacaba venceu 800 metros de desnível em quatro patamares a partir de 1867. Em 1901 veio a Serra Nova, com onze túneis. Foi assim que o café de São Paulo chegou ao porto por mais de um século.
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O que só existe aqui · Santo André
A primeira ata municipal do Brasil, de 1555, é sobre lixo não recolhido
O documento seriado mais antigo do país registra que, em 22 de julho de 1555, a câmara da Vila de Santo André cobrou de João Pires, o almotacel, a limpeza dos montes de lixo. A administração pública brasileira começa assim.
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Como era antes · São Bernardo do Campo
Em 1927 a água subiu e cobriu os vales de São Bernardo — a Billings não é um lago, é uma inundação planejada
Um engenheiro americano decidiu, em 1923, represar o Rio Grande e mandar a água por um canal até a beira da serra. O reservatório maior da Grande São Paulo fica principalmente em São Bernardo — e cobriu o que havia embaixo.
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O bairro · São Bernardo do Campo
Rudge Ramos se chamava "Bairro dos Meninos" — e há duas histórias para explicar por quê
Até os anos 1950 o maior bairro de São Bernardo tinha outro nome. Uma versão fala de três órfãos; a outra, dos filhos que os bandeirantes deixavam no pouso de tropeiros.
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O que só existe aqui · Suzano
Suzano já foi a maior produtora de morango do Brasil — e o acervo ainda mostra a marca disso
A cidade teve Festa do Morango e Festa das Flores desde os anos 1950. Hoje é a única das vinte cidades do guia em que "mercados e alimentos" aparece em segundo lugar. Cem anos de agricultura ainda dão para medir.
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Como era antes · Suzano
Um mascate ucraniano comprou uma fábrica em Suzano em 1955 — e no ano seguinte deu o nome da cidade à empresa
Leon Feffer chegou ao Brasil em 1921 vendendo miudezas na rua. Em 1955 adquiriu a Indústria de Papel Euclides Damiani, em Suzano, para testar celulose de eucalipto. Em 1956 a razão social virou Companhia Suzano de Papel e Celulose.
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O bairro · Suzano
Na Vila Amorim, oficina de carro é a categoria número 1 — e o bairro não tem nenhuma rodovia
É o único bairro desta série em que veículos lidera sem ter estrada grande passando por perto. Suzano nasceu de uma parada de trem cuja comunidade vivia de carvão, lenha e madeira — e uma rua do bairro guarda o nome de quem cedeu o prédio da primeira prefeitura.
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O que só existe aqui · Itaquaquecetuba
A igreja mais antiga do Alto Tietê está em Itaquá — e é o único bem tombado da cidade
A construção começou em 1624, sessenta e quatro anos depois da fundação da aldeia. Ela funciona hoje no mesmo lugar onde o padre João Álvares instalou um oratório para catequizar os guaianases.
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Como era antes · Itaquaquecetuba
Itaquá foi uma das 12 aldeias de Anchieta — e esperou quase quatro séculos para ter prefeitura própria
A aldeia é do século XVI. O oratório de Nossa Senhora d'Ajuda é de 1624. A freguesia, de 1838. E o município só foi instalado em 1º de janeiro de 1954. Hoje é a segunda cidade mais industrial deste guia.
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O bairro · Itaquaquecetuba
A prefeitura de Itaquá não fica no Centro — e o bairro onde ela fica tem 40 ruas com nome de cidade
A Vila Virgínia sedia a prefeitura, a câmara e os cartórios, e tem mais comércio que o Centro do município. Conferimos as ruas: 40 de 61 levam nome de município brasileiro, e 19 são de Minas Gerais.
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O bairro · Mogi das Cruzes
Jundiapeba se chamava Santo Ângelo — e trocou de nome no mesmo decreto que renomeou meio estado
O distrito de Mogi nasceu em volta de uma estação de 1914 e virou Jundiapeba em 1944, por ficar entre dois rios. O nome novo junta "rio dos jundiás" e "porco pequeno do mato".
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Como era antes · Mogi das Cruzes
Mogi das Cruzes trocou de lavoura quatro vezes em quatro séculos — cana, café, arroz e o que os japoneses trouxeram
Foi vila em 1611, ligada a São Paulo por um caminho aberto por um bandeirante. Plantou cana na colônia, café, fumo e algodão no século XIX, arroz na várzea — e no século XX recomeçou tudo com verdura, ovo e orquídea.
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O bairro · Guarulhos
Cumbica era uma fazenda, virou base aérea e depois aeroporto — e o dono foi morto a tiros em 1919
O nome que o Brasil inteiro usa para o aeroporto de Guarulhos é de um bairro, e antes disso de uma fazenda. O significado em tupi tem quatro versões concorrentes, e nenhuma venceu.
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Como era antes · Guarulhos
Os tijolos do Teatro Municipal e da Pinacoteca saíram das olarias de Guarulhos
Entre o fim do século XIX e o começo do XX, Guarulhos era um dos municípios com mais de vinte olarias no estado. O barro dali virou o Museu do Ipiranga, o Palácio das Indústrias e o Teatro Municipal de São Paulo.
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O que só existe aqui · Guarulhos
O Tanque Grande de Guarulhos é um sítio arqueológico de 1600 — e quase ninguém na cidade sabe
Túneis escavados na rocha, barragens, canais e frentes de lavra construídos por indígenas escravizados. Uma pesquisa da Unifesp e da USP mapeou tudo, e o resultado contraria o que se ensina sobre o ouro no Brasil.
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O que só existe aqui · Mauá
O primeiro jogo de jantar de porcelana branca da América do Sul foi feito em Mauá, em 1943
Um engenheiro cerâmico voltou da Alemanha em 1933 e encontrou, no subsolo do ABC, o caulim que faltava. Dez anos depois, saía da fábrica a primeira louça branca completa produzida no continente.
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O que só existe aqui · Carapicuíba
A dança que Carapicuíba repete desde 1734 — e que ninguém nunca escreveu
Todo 1º de maio, à meia-noite, os moradores da Aldeia dançam a Santa Cruz ao som de viola caipira. A tradição tem registros de quase três séculos e nunca foi anotada em partitura.
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O que só existe aqui · São Bernardo do Campo
O filme que São Bernardo mandou para Cannes — e a conta que quebrou o estúdio um ano depois
"O Cangaceiro" foi o primeiro filme brasileiro premiado em Cannes, bateu recorde de bilheteria e não salvou quem o produziu. A Vera Cruz faliu por um motivo que não estava no roteiro.
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O que só existe aqui · Ibiúna
Um quarto da alface de São Paulo sai de Ibiúna — e ninguém sabe quantos produtores são
A cidade responde por 25% da produção estadual e é referência em orgânicos. Mas não existe uma base de dados dos agricultores familiares do município. A lacuna diz mais que o número.
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O que só existe aqui · Mogi das Cruzes
80% das orquídeas do Brasil saem de Mogi das Cruzes — e a técnica veio do Japão nos anos 1980
São 2,5 milhões de vasos por ano, produzidos por 171 famílias num eixo de poucos quilômetros. E o caqui de metade do país sai do mesmo lugar.
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Origem do nome · Juquitiba
Juquitiba é "terra de muitas águas", é o berço do rafting no Brasil — e tem um bairro chamado Engano
A cidade a 70 km da capital já se chamou Capela Nova da Bella Vista do Juquiá. Ficou fora de todos os ciclos econômicos por três séculos — e foi isso que salvou a mata que hoje a sustenta.
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História · São Lourenço da Serra
A cidade que votou pela independência, foi vetada — e a capela que dois caçadores acharam abandonada
Em 1991, sete mil moradores votaram pela emancipação e ganharam. A Assembleia vetou. E a capela onde tudo começou tinha sido abandonada por causa de uma febre do ouro.
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Origem do nome · Itapecerica da Serra
A pedra que batizou Itapecerica ainda está lá — e a cidade é mãe de cinco municípios
O nome nasceu de um tombo, e a pedra da lenda pode ser vista até hoje, com casas construídas em cima. E de Itapecerica saíram Taboão, Embu, Embu-Guaçu, Juquitiba e São Lourenço.
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Origem do nome · Ibiúna
O nome de Ibiúna tem duas leituras — e foi lá que a ditadura prendeu quase mil estudantes numa tarde
Terra preta ou rio negro? A cidade se chamou Una por 133 anos e trocou de nome em 1944. E em outubro de 1968, numa fazenda do bairro Apiaí, aconteceu o episódio que quebrou o movimento estudantil brasileiro.
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Origem do nome · Miracatu
Miracatu se chamava Prainha — e fica no vale onde começou a imigração japonesa no Brasil
Um francês comprou aquelas terras em 1847 por um milhão de réis. A primeira grande colônia japonesa do país foi fundada no mesmo vale em 1913. E a primeira escola da cidade foi construída por imigrantes em 1938.
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Curiosidades · Taboão da Serra
Taboão da Serra tem nome de mato de brejo — e elegeu, em 1963, a primeira prefeita do Brasil desde a redemocratização
A cidade mais densa do estado se chama assim por causa de uma planta de beira de córrego. E em 1963, quando tinha quatro anos de idade, fez uma coisa que nenhum município brasileiro tinha feito.
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Origem do nome · Embu das Artes
A igreja de Embu foi tombada em 1938, no ano seguinte à criação do IPHAN — e o nome da cidade tem três versões
A igreja do largo está entre os primeiros bens tombados pelo IPHAN em São Paulo, em outubro de 1938. E a origem do nome da cidade tem três leituras diferentes, todas defendidas por gente séria.
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Origem do nome · Embu-Guaçu
Embu-Guaçu é "cobra grande", nasceu de um dote de casamento — e paga o preço de abastecer 4 milhões
Uma menina de 16 anos recebeu aquelas terras como presente de casamento em 1865. Hoje o rio que leva o nome da cidade é um dos principais tributários da represa que dá água à zona sul de São Paulo.
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Origem do nome · Cotia
Cotia pode não ter nome de bicho — e sediou a maior cooperativa agrícola da América Latina, que faliu com R$ 1,5 bilhão
Oitenta e três produtores de batata fundaram uma cooperativa em 1927. Sessenta anos depois ela faturava US$ 760 milhões por ano e operava em 15 estados. Em 1994, acabou de uma vez.
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Origem do nome · Barueri
"Flor vermelha que encanta" é lenda — e Barueri já foi o maior aldeamento indígena de São Paulo
A tradução bonita que circula há décadas está errada. O nome real fala de pedra e corredeira. E a cidade das torres de vidro nasceu de uma capela de 1560 que ainda tem missa.
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Patrimônio · Carapicuíba
A aldeia de 1580 que sobreviveu escondida — e a cidade que cresceu 13,5 mil apartamentos de uma vez
Anchieta fundou doze aldeias. Onze sumiram. A de Carapicuíba resistiu por ser difícil de alcançar. E o resto do município foi construído em poucas décadas, num ritmo que nenhuma cidade suporta.
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Origem do nome · Osasco
Osasco tem nome de saudade — e foi palco do último levante operário antes do AI-5
Antonio Agù recusou eternizar o próprio sobrenome e batizou a cidade com o nome do vilarejo italiano que deixou aos 13 anos. Oitenta anos depois, uma greve começada na Cobrasma entrou para a história do Brasil.
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Origem do nome · Diadema
Diadema tem nome de coroa, nasceu de dois vilarejos — e mudou uma lei federal
O nome vem da coroa de uma santa. O bairro mais antigo era a primeira parada de quem subia a Serra do Mar. E, em 1997, o que aconteceu numa rua da cidade fez o Congresso aprovar uma lei em menos de um mês.
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Origem do nome · Mauá
Mauá se chamava Pilar, virou capital da porcelana e ganhou a primeira refinaria de São Paulo
A cidade leva o nome do maior empreendedor do Império, que comprou uma fazenda aqui em 1882. O barro branco do subsolo virou louça fina. E em 1954 aconteceram duas coisas no mesmo ano.
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História · Santo André
Santo André tem uma cidade perdida e uma vila inglesa — e a maioria só conhece a segunda
A primeira vila do Brasil fora do litoral foi fundada aqui em 1553, durou 7 anos e ninguém sabe onde ficava. E, no alto da serra, existe um relógio inspirado no Big Ben desde 1867.
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História · São Bernardo do Campo
São Bernardo fez móveis antes de carros, cinema antes dos dois — e mudou o Brasil no meio
A capital brasileira do automóvel já foi a capital do móvel, teve o maior parque cinematográfico da América do Sul e viu 150 mil pessoas num estádio em 1980.
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Origem do nome · Suzano
Suzano teve três nomes, ganhou o quarto de um engenheiro — e é o único da região com mercado em segundo lugar
A estação de trem foi rebatizada em 1907 e a vila só adotou o nome no ano seguinte. E os dados do comércio de hoje ainda mostram, em números, o Cinturão Verde que os japoneses criaram.
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Origem do nome · Itaquaquecetuba
Itaquaquecetuba: o nome de 15 letras que descreve uma faca — e a igreja mais antiga do Alto Tietê
Três palavras tupi coladas contam o que existia na margem do Tietê em 1560. E o único bem tombado da cidade começou a ser erguido em 1624, sessenta e quatro anos depois da fundação.
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Origem do nome · Mogi das Cruzes
Mogi das Cruzes quer dizer "rio das cobras" — e tem a maior Festa do Divino do Brasil desde 1613
O nome é metade tupi e metade improviso popular: as cruzes eram placas de limite. E a cidade celebra a mesma festa há mais de quatro séculos, sem interrupção.
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Origem do nome · Guarulhos
Guarulhos teve ouro cem anos antes de Minas Gerais — e quase ninguém sabe
O nome vem de um apelido dado a um povo. Mas a história enterrada é maior: entre os séculos XVI e XVII, o principal polo de ouro do Brasil não ficava em Minas. Ficava aqui.
Achou a sua cidade aqui?
O comércio dela também está — com endereço, telefone e mapa.